How to write a research paper – Andrew Davidson e Elizabeth Delbridge – A resenha

O sucesso no processo de desenvolvimento de um trabalho de pesquisa está, na maioria dos casos, relacionado à publicação de um artigo cientifico que descreve, principalmente, suas contribuições e resultados alcançados. Para isso, este artigo deve ser composto por um conjunto de sessões chaves que tem como objetivo apresentar, de maneira gradativa, como se deu a evolução da pesquisa até chegar à sua conclusão, contribuições e resultados.

Neste sentido, Davidson e Delbridge em seu artigo “How to write a research paper” apresentam uma relação de itens que merecem a atenção do autor ao redigir seu artigo. Em primeiro lugar, eles enfatizam a importância na escrita utilizando o passado do pretérito, a voz passiva, a terceira pessoa e parágrafos e frases curtas com uma continua e fluente transição entre eles.

No entanto, ressalta-se a importância que de nada vale um artigo bem escrito se sua pesquisa não foi realizada corretamente ou se seus resultados não são conclusivos ou apresentados de maneira clara. A clareza é um ponto que deve estar presente constantemente no desenvolvimento das sessões de um artigo. A começar por seu titulo, que deve apresentar seu conteúdo de maneira concisa e ser fácil de interpretar.

A clareza também é um ponto presente na apresentação de seu Resumo e Introdução. No entanto, seu resumo, além disso, deve prender a atenção de seu leitor e apresentar de maneira sucinta todo seu conteúdo. Enquanto, o objetivo da introdução é apresentar a questão de pesquisa, sua originalidade, importância e como respondê-la. Neste contexto, a sessão de Métodos apresenta, detalhadamente, as etapas seguidas para que os resultados apresentados fossem alcançados.

Apresentar os resultados alcançados na pesquisa e debater sobre eles são os conteúdos das sessões Resultados e Discussão. Novamente, a clareza é um ponto importante nestas sessões, mas, além dela, suas apresentações devem ser compreensíveis e convincentes. Pontos importantes e que também devem estar presentes na sessão Conclusão.

A escolha do periódico para qual o artigo será submetido deve ser baseada em suas áreas foco e naqueles com maior fator de impacto. Devido à modificação das normas de publicação entre eles, torna-se importante que esta seleção aconteça antes mesmo de iniciar a escrita do artigo. Depois de submetido, sua resposta pode assumir três tipos: aceito sem revisão, aceito com revisão e rejeitado. Quanto rejeitado, o importante é não desistir, efetuar as alterações com base nas considerações dos revisores e submeter o artigo para um novo periódico.

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How to write a manuscript – Adam J. Singer e Judd Hollander – A resenha

Factualmente, escrever um artigo, será o ponto mais importante no processo de desenvolvimento de uma pesquisa acadêmica. Não apenas pelo seu teor teórico e prático. Mas, também, por seu cunho social. Ao desenvolver e publicar um artigo, seu autor, além de ajudar a sociedade através do compartilhamento de seu conhecimento, enaltece seu trabalho, melhora seu currículo e pode conquistar reconhecimento nacional e internacional.

Entretanto, antes começar a escrever um artigo, seus autores devem realizar um estudo para apontar, se já existe na literatura trabalhos vinculados aos temas abordados e, com base nisso, identificar suas contribuições, inovação e importância. Na etapa seguinte, ao iniciar sua escrita, deve-se ter clara a importância em estrutura-lo de forma a conseguir identificar seu por que, seu o que, seu como, seus resultados e o que se pretendeu resolver.

Em seu artigo “How to write a manuscript”, Singer e Hollander, citam o acrônimo IMRAD (Introdução, Métodos, Resultados e Discussão), como forma de lembrar-se desta estrutura. Somado a elas, estão o Titulo, o Resumo e as Referências, partes que também merecem a atenção de seus autores quando elaboradas. Neste contexto, ressalta-se a cautela em manter a clareza e coesão ao definir seu titulo e, a completude, ao elaborar seu resumo.

Contudo, a primeira parte mais importante em um artigo é a descrição completa, clara e detalhada de seus métodos. Sua apresentação falha ou inconsistente pode fazer com que seu leitor tenha dúvidas sobre a elaboração e evolução do trabalho e não continue a ler. Nesta sessão, recomenda-se a elaboração e apresentação de um modelo de estudo com considerações éticas e assuntos restritivos, além de descrever como seus resultados e dados foram obtidos.

A segunda parte mais importante na estrutura de um artigo é a apresentação de seus Resultados, entretanto, sem aprofundar sobre seus detalhes. E, a terceira parte mais importante é a contextualização e explanação dos resultados, na sessão Discussão. É, nesta sessão, que os autores precisam convencer seus leitores sobre os valores do trabalho de pesquisa.

E, por fim, de maneira geral, ressalta-se a importância em sempre utilizar as referências originais, utilizar frases e sentenças curtas com palavras simples, evitar jargões e abreviações desnecessárias e, sempre que possível, solicite o auxilio colegas ou professores para realizar a revisão do artigo; se não for possível, esqueça-se do artigo por alguns dias e depois volte para corrigi-lo, sua vivência do dia-a-dia pode inibir a identificação de erros simples.

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Tips on how to write a paper – Timothy Johnson – A resenha

Muitas são as razões para se escrever um artigo. Segundo Johnson, em seu artigo “Tips on how to write a paper”, escrever estimula o cérebro, melhora a disciplina, senso critico e habilidade analítica de seu autor. Mas, bons artigos apenas são resultados de um exercício realizado com muito amor e paixão. Para se escrever é preciso ter paixão.

No entanto, as alternâncias na maneira de escrever um artigo, enfatiza a necessidade de um sistema/método que tem como objetivo guiar os autores para encontrar informações confiáveis. Este é o papel da Pirâmide de Evidencia no âmbito da medicina. Portanto, entender seu funcionamento torna-se representa um fator fundamental na procura por referências.

A tarefa de escrever varia muito entre as pessoas. É uma questão muito pessoal sendo que cada um deve saber identificar seus melhores fatores, tanto para a escrita quando para a pesquisa. No entanto, recomenda-se a seleção e analise das normas de um periódico/conferencia alvo. Com o intuito de manter um fluxo continuo e coesão de informações, seu processo de desenvolvimento e evolução deve seguir a ordem Métodos, Resultados, Discussão, Introdução e, por fim, elaborar o resumo e titulo.

Seu método tem como objetivo apresentar o processo utilizado para o desenvolvimento da pesquisa. Portanto, sua descrição deve ser detalhada, de maneira a permitir a repetição e validação do estudo. Os resultados devem ser apresentados em uma sequência lógica, utilizando figuras, tabelas e gráficos. Analises ou discussões sobre estes devem ser evitados nesta sessão.

Com base nos resultados alcançados, aqueles mais importantes ou que estejam relacionados com o foco do artigo, devem ser debatidos e analisado na sessão Discussões. Nesta etapa, sugere-se também a criação de uma análise comparativa com os estudos presentes na literatura. Por fim, a introdução é elaborada com o intuito de apresentar os trabalhos existentes, expor o problema e sua natureza e definir suas hipóteses e objetivos principais.

 

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How to write your First Paper – Philip N Baker – A resenha

Usualmente, os primeiros artigos de um autor são os mais difíceis. Como definir o melhor tema, para qual periódico encaminhar, como ele será avaliado, como deve ser sua estrutura, com certeza, são muitas as dúvidas a serem respondidas. Neste contexto, em seu artigo How to Write your First Paper, Philip N Baker apresenta os pontos que merecem a atenção do autor ao redigir seus primeiros artigos.

Com relação ao contexto para elaboração do artigo, o autor destaca que a motivação para escrevê-lo deve ser questionada antes de inicia-lo, dentre elas, ele destaca a possibilidade de divulgação de uma pesquisa realizada e o incremento do currículo de seu autor. Além disso, antes de inicia-lo, o autor também ressalta a importância na seleção do periódico para qual o artigo será escrito, isso por que, devido às mudanças de suas exigências, tanto de temas foco quanto de normas para escrita, elas podem determinar sua aprovação ou rejeição.

Passada esta etapa, durante a elaboração do artigo, o autor destaca a atenção em oito pontos chave, o titulo, os autores, a introdução, a metodologia, os resultados, a discussão, as referências e o resumo. O titulo, de maneira simples, deve apresentar as contribuições ou conclusões alcançadas no trabalho. A identificação dos co-autores do artigo deve ser definida por seu autor antes mesmo do inicio de sua pesquisa e elaboração.

A introdução, principalmente, expressar a importância da pesquisa que será apresentada no artigo; neste ponto, o autor destaca a importância em elaborar a introdução de acordo com o foco do periódico para qual o artigo esta sendo escrito. A metodologia deve descrever quais os passos executados para o desenvolvimento do trabalho. Os resultados devem apresentar, sem interpretar ou discutir, os dados obtidos durante o trabalho.

Na discussão deve ser debatido e analisado os resultados obtidos no trabalho em relação ao problema apresentado na introdução e, assim, identificar suas contribuições e possíveis trabalhos futuros. As referências além de estar de acordo com as normas e regras do periódico para qual o artigo esta sendo submetido, devem ser citadas corretamente ao longo do trabalho. O resumo é parte mais importante do artigo, pois ele será lido mais vezes que o resto do trabalho; por isso, deve ser resumido, claro e objetivo.

Depois de submetido, o artigo passa pela revisão de dois revisores e, seu tempo de resposta pode variar entre os periódicos e ser classificadas em aceite sem modificação, aceite mediante resposta a criticas e rejeitada. Em caso de rejeição, o autor do trabalho deve considerar as criticas, revisar o artigo baseada nas mais construtivas e em conjunto com seus co-autores decidir em uma nova submissão.

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ISO 9001: Contextualizando e Descrevendo a Norma

Dentre os trabalhos que desenvolvi durante minha especialização, encontrei um que aborda o tema ISO 9001, gostaria de compartilhar com os interessados.

Assim, segue abaixo:

Desfrute como quiser.

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Workflow Patterns

Durante o último semestre do ano passado, trabalhei na elaboração e desenvolvimento de uma apresentação com foco em apresentar quais são os workflow patterns estudados e disponíveis na literatura. Como fonte de dados utilizei o site: http://www.workflowpatterns.com.

Abaixo, segue a apresentação:

Desfrute como quiser.

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Padrões de Notação em Artigos Científicos

Como em todos os processos de submissão de artigos, estamos sujeitos a respostas tanto positivas quanto negativas. Neste sentido, durante a negativas na realização do mestrado, tenho armazenado diversas solicitações e exigências por parte dos revisores dos congressos.

Neste contexto, gostaria de compartilhar neste artigo uma destas exigências, a utilização de notações padrão para o desenvolvimento de framework, modelos de maturidade, diagramas e processos de desenvolvimento. Desejo com ele, apresentar uma dica para aqueles que estão elaborando um artigo. Assim, não é de minha alçada aqui, aprofundar nos padrões e modelos apresentados. Escolhi tratar este assunto, não apenas por sua relevância para a elaboração de artigos científicos mas também para possíveis padronizações em organizações de desenvolvimento de software. Continue lendo »

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Como escrever um Artigo Científico?! – Parte 1

Hoje, gostaria de abordar um assunto um pouco diferente dos de costume do blog. Como o próprio título do post diz, seu tema, nada de haver com mobile  ou alguma linguagem de programação, temas foco deste blog, seu objetivo é mais científico e voltado para elaboração de artigos de pesquisas.

Mesmo para aqueles que tem uma vivência mais íntima com esta área, posso afirmar que ao final desta leitura, você terá senão uma visão diferente, uma visão complementar sobre o tema. Continue lendo »

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1o Java Café do GUJ Londrina

Salve Galera,

Durante os últimos dias estivemos trabalhando para viabilizar a realização do primeiro evento do GUJ Londrina. Assim, está confirmado, para Março, nosso 1o Java Café.

Abaixo, segue o banner com as informações:

Vale ressaltar que este é um evento GRATUÍTO e LIMITADO.

Contamos com a participação de todos!

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App Mobile com Flex 4.6

Durante os últimos dias, me dediquei ao desenvolvimento de uma pequena app mobile para Android. Pela minha experiência em Flex; resolvi utilizar o framework Flex Mobile, até mesmo para conhecê-lo mais detalhadamente.

Flex Mobile

Durante minhas pesquisas e estudos sobre a situação de cada SDK, senti na versão 4.6, a confiança para começar o desenvolvimento. Isso por que, o SDK apresentou grandes melhorias na sua estrutura e ganho de novos componentes, principalmente para o desenvolvimento de app mobile (Para mais detalhes desta versão, clique aqui).

Aplicação

O contexto da aplicação é bem simples. A partir, de um sistema gerencial rodando em um estabelecimento comercial, o foco principal da aplicação mobile seria de coletar informações específicas junto aos clientes deste estabelecimento e, enviá-las a este sistema para que ele possa realizar os processamentos nas áreas de produção, estoque e financeiro. Para que, através deste a entrega do produto final aos clientes do estabelecimento seja realizado de forma automatizar e com mais rapidez.

A comunicação entre o sistema e a aplicação foi realizada via chamadas webservice. Inicialmente, esta era minha maior preocupação para o desenvolvimento da aplicação; problema solucionado graças a facilidade na utilização de componentes para este tipo de comunicação oferecidos pelo Flex/AS3 (pretendo abordar este tema em outro post).

Como tive liberdade para montar a arquitetura da aplicação, escolhi fazê-la com o SwizFramework e banco de dados gerenciado pelo FlexOrm baseado, principalmente, no artigo criado pelo Horochovec. Enquanto, seu layout era   desenvolvido e validado junto ao cliente para que este pudesse atender a suas reais necessidades.

Bom, vamos ao que interessa, minhas primeiras impressões sobre o desenvolvimento mobile com Flex 4.6. Para simplificar e direcionar o interesse dos leitores, vou separa em duas categorias: Pontos Positivos e Pontos Negativos. Por fim, darei minha Opnião Final sobre o desenvolvimento. 

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